wArte BHZ
Um forum de discussão sobre as artes em Belo Horizonte. click aqui para publicar comentários. Se vc quiser participar efetivamente, mande um mail para bellini@uai.com.br Visite também o site SOPRO mantido por Roberto Bellini.

 



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Respostas:
wquarta-feira, maio 05, 2010




Este documentário de 20 minutos aborda diversas intervenções urbanas realizadas entre 2002 e 2009 pelo Poro. Além das imagens e registros, boa conversa sobre arte no espaço público e questões tangentes.

Produzido pela Rede Jovem de Cidadania em parceria com o Poro. Realização: Associação Imagem Comunitária.

Para fazer download do documentário, acesse:
poro.redezero.org/video/documentario
(o vídeo pode ser baixado e exibido livremente)

Saiba mais:
Poro => poro.redezero.org
Rede Jovem => rede.aic.org.br

posted by Marcelo at 9:22 PM


Respostas:
wquarta-feira, abril 14, 2004


Site do grupo Poro - interferências em arte e design
Intervenções urbanas realizadas pelo grupo, textos, papéis de parede para download e seção de links com uma seleção especial de sites sobre arte e ativismo: www.poro.redezero.org
Belo Horizonte, Brasil


posted by Marcelo at 9:01 AM


Respostas:
wdomingo, agosto 10, 2003


Manifestação Internacional de Performance - MIP
A MIP começou. Quatro dos convidados internacionais já estão em BH e o workshop está sendo super interessante. Fiquei sabendo este fim de semana que a Moniek Toebosch - que está coordenando o workshop da MIP - participou do PROVOS na Holanda. Se já está rolando vários momentos de troca e oportunidades de conhecer trabalhos muito interessantes dos participantes que já chegaram, fico só imaginando na semana entre os dias 18 e 22, quando vai estar todo mundo aqui e vão acontecer as apresentações e palestras...
Até lá, dá para conferir umas imagens de trabalhos dos convidados na seção "Artistas" do site da MIP:
www.ceia.art.br/mip
(a programação já está no ar, neste endereço também)
um grande abraço,
marcelo terça-nada!


posted by Marcelo at 8:22 PM


Respostas:
wdomingo, julho 13, 2003


Caros amigos,
Colocamos no ar essa semana o novo site do CEIA - Centro de Experimentação e Informação de Arte - e gostaríamos de convidá-los para fazer uma visita: www.ceia.art.br
Lembrando que em agosto o CEIA promove a Manifestação Internacional de Performance, que terá dois momentos, no primeiro, de 4 a 15 de agosto, acontecerá um workshop coordenado pela performer holandesa Moniek Toebosch e, no segundo, de 18 a 22 de agosto, serão realizados uma mostra internacional de performance com 17 artistas convidados, uma mostra de vídeo-performances, um ciclo de palestras e um espaço aberto para apresentação de novos projetos.
As inscrições para o workshop e para o Espaço Aberto (envio de projetos de performance) estão abertos até o dia 18 de julho e as informações e ficha de inscrição estão no site. (O endereço para ir direto à MIP é: www.ceia.art.br/mip/mip_frames.htm )

Entre os participantes que já estão confirmados estão: Paolo Canevari (Itália), Monali Meher (Índia), Reza Afisina (Indonésia), Arahmaiane (Índonésia), Otobong Nkanga (Nigéria), Gregg Smith (África do Sul), Jill Magid (EUA), Laura Lima (Rio de Janeiro), Márcia X (Rio de Janeiro), Cristina Câmara (Rio de Janeiro), Graziela Kunsch (São Paulo), Yiftah Peled (Florianópolis), Marco Paulo Rolla (Belo Horizonte), Wilson de Avellar (Belo Horizonte), Marta Neves (Belo Horizonte), Ieda Oliveira (Salvador) e os palestrantes:Moniek Toebosch (Holanda), Renato Cohen (São Paulo), Agnaldo Farias (São Paulo), Teresinha Soares (Belo Horizonte), Maria Angélica Melendi - Pitti (Belo Horizonte)
um grande abraço,
marcelo terça-nada!


posted by Marcelo at 11:11 PM


Respostas:
wsábado, julho 05, 2003


Olá Pessoal! Essa é minha tentativa de manter esse blog e alguma discussão, no ar. Meu computador tá uma "borboleta", mas sempre que estiver em algum outro, que valha; eu tentarei manter isso aqui vivo. Não sei pra quem, pois pelo que parece a décadas ninguem frequenta esse não-lugar (é palavra antiga).
Também não vou ficar elaborando, vai ter mesmo cara de diário, o que não é nada mal.
Pra começar, essa é a última semana da exposição do artista Cristiano Rennó no MAP, a única instituição por essas bandas onde tem acontecido algo que presta, ou que dizem que presta. O que é ótimo pois então dá pra gente conferir se presta mesmo ou não.
Por exemplo a exposição do Franklin Cassaro não prestou, pra não dizer que não presta. Rosangela Rennó também não foi lá essas coisas e Rivane para alguns foi uma exposição correta para outros nem isso. Com isso a gente vai vendo que tem muita coisa boa e outro tanto de coisa produzida pela mídia, curadores e instituições. Bom pelo menos é o que eu vejo.
A exposição do Cristiano Rennó é das que valem a pena. E os motivos não são muitos, mas importantes. A exposição é pictorica (ou seja é colorida), o que nesses tempos é coisa difícil de se ver; gera uma relação VERDADEIRA com o expectador, não forjada (como na maioria das vezes), ainda que esteticamente datada (trabalho das camas e linhas). Tem belas fotos coloridas no mezanino, e tá muito bom!
A pensar; a montagem e a produção tratam de dar um ar contemporâneo a toda a exposição, ao que é e ao que não é. Isso é um problema ao meu ver, e torna o discurso ARTE-VIDA do texto de apresentação, bobo. Não é uma exposição de arte-vida e me parece que essa não é a proposta do artista. O que é bacana nas fotos das camas é menos o lugar, e mais a cena e sua repetição, ou seja o instante detito, a imagem e sua relação com a pintura. Por isso as fotos maiores, na sua maioria monocromaticas, são o que há de mais belo e até mesmo "relacional" na exposição, elas acertam em cheio na imagem, na pintura, na fotografia, na cor, no ambiente e no corpo. Infelizmente não pude presenciar o happening
na abetura. Ela talvez tenha também sido um ponto alto. O que fica ou sobra ou resta, muitas vezes resta.

é para começar e não acabar, assim continua ou continuem...


posted by Rodrigo at 3:59 PM


Respostas:
wsábado, junho 14, 2003


Mesmo estando praticamente morto, esse blog já deu mais discussão do que muita exposição aí, ( principalmente as minhas!)
Mas como o Rodrigo ainda acha que isso aqui vai dar alguma coisa eu implementei um sistema de comentários que é bem eficiente e simples, portanto para comentar qualquer um dos posts é só clicar em Respostas e mandar brasa.
Aproveito aqui tb p/ dar o toque de outro blog que estou fazendo, o 5vs.1 - Neste blog eu coloco um desenho por dia, qualquer coisa que eu tenha rabisado no dia, talvez seja "ilustração" demais p/ alguns mas quem curte passa lá.
Abraços

posted by Roberto at 4:46 PM


Respostas:
wterça-feira, maio 06, 2003


Christine Enrègle Edna Moura Flávia Dutra Florent Trochel Sandrine Mahieu
Convidam para a inauguração da exposição franco-brasileira
Quinta-feira, dia 8 de maio de 2003, as 19 hs

TRAVESSIA EM SUSPENSO…TRAVERSÉE EN SUSPENS…

Exposição de 8 a 29 de maio de 2003, de segunda a sexta-feira das 9 as 18 hs.

GALERIA DA ESCOLA DE BELAS ARTES DA UFMG
Avenida Antônio Carlos 6627 Pampulha - 31270-901 Belo Horizonte, MG Brasil
Encontro com os artistas no auditório da EBA no dia 9 de maio as 14 hs.


posted by Roberto at 12:37 PM


Respostas:
wsexta-feira, maio 02, 2003


Lastimável... Quando eu ví que até o Gilberto Gil estava contra esse peojeto eu achei que não ia acontecer. Até pq parece que as únicas pessoas que acham isso uma boa idéia são o César Maia e o arquiteto lá da frança.

posted by Roberto at 1:48 PM


Respostas:
wquinta-feira, maio 01, 2003


Apesar de inúmeros protestos contra, a Prefeitura do Rio de Janeiro assinou contrato para construir uma filial do Museu Guggenhein na capital carioca e com isso vai pagar 250 milhões de dólares.Ou seja, mais uma vez o dinheiro público vai financiar uma instituição privada multinacional.
Logo no Rio de Janeiro, onde os museus estatais estão pedindo socorro por falta de verba e onde a população sofre cada vez mais com o terror do crime organizado, o prefeito Cérsar Maia (PFL) decidiu gastar R$750 milhões para pagar pela conta da construção de um museu da grife Guggenhein - franquia de uma mega-intituição multinacional. É como se nós, cidadãos brasileiros bancássemos a construção de um McDonald's ou de uma Blockbuster (contra nossa vontade), para um empresário qualquer ganhar muito dinheiro depois (e é claro remeter parte dos lucros para a sede da marca fora do país, como acontece com toda franquia estrangeira).
Lastimável !!! Se a Prefeitura do Rio tem esse dinheiro toso, por que não está investindo numa das instituições culturais já existentes? Ou por que não está investindo em outros setores carentes da cidade, como segurança pública, saneamento básico, educação etc? Será que a Fundação Guggenhein, sediada em Nova York, não tinha dinheiro para ela mesma contruir um museu aqui no terceiro mundo? Por que é que gente é que tem pagar a conta?
Para ler mais sobre o contrato RIO-Afundação Guggenhein:
http://www.uol.com.br/diversao/reuters/ult26u13264.shl


posted by Marcelo at 2:03 PM


Respostas:
wsábado, abril 26, 2003


Caros amigos,
Na próxima segunda-feira, dia 28 de abril, no Palácio das Artes vão acontecer dois eventos bem legais:
>>às 19hrs, no Cine Humberto Mauro, lançamento do vídeo Centros de Daniel Ribão e Pedro Aspahan, duração 40 minutos.
>>>e a partir das 20hrs, no foyer do grande teatro, lançamento do site da o.n.g. Memória Gráfica - typographia escola de gravura: www.memoriagrafica.org.br e de seu mais recente livro: Roteiro Estético das Minas Enganosas, de autoria de Moacyr Laterza.
Ambos com entrada franca. Compareçam e se puderem por favor passem o toque para outras pessoas que possam se interessar.
(quem não puder comparecer, faça uma visita ao site do Memória Gráfica, que já está no ar)
grande abraço,
marcelo terça-nada!

ps. na ocasião do lançamento do livro e site do Memória Gráfica estará acontecendo uma exposição dos outros livros e materiais de papelaria produzidos pela o.n.g. Os produtos são maravilhosos e vai ser uma ótima oportunidade de conhecer.



posted by Marcelo at 8:01 PM


Respostas:
wsexta-feira, abril 18, 2003


Bem, mais uma vez uma grande oportunidade para artistas jovens quase passa desapercebida (pelo menos para mim). Ou eu estou realmente muito mal informado, o que é uma grande possibilidade, ou notícias como essas não circulam como deveriam.
São as bolsas da UNESCO que promovem estadias de artistas em outros países, apesar dos prazos estarem em cima certamente vale a pena. Confira neste link AQUI

Aproveitem!

posted by Roberto at 4:55 PM


Respostas:
wquinta-feira, abril 17, 2003


pessoal,
A Regina Vater me mandou esse texto do catalogo da exposição mais recente dela. Para quem não sabe ela é artista e eu a conhecí enquanto estudava com seu marido, o video artista Bill Lundberg. aí vai:

"SHELLIFE" / "CASCAVIDA"

ou A Arte como Experiência da Consciência


"Quando a arte criativa é realmente inspirada, ela se torna quase
sacramental". ("When creative art is truly inspired, it comes close to
being sacramental.") Paul Brunton

"Um poema é um mistério cujo leitor deve encontrar a chave." ("Un poème
est un mystère dont le lecteur doit chercher la clef.") Stéphane
Mallarmé

"Que a alma do ser humano faça de todo o universo o seu corpo." "Let the
soul of man take the whole universe for its body." Simone Weil


Desde "Magi(o)cean", sua primeira instalação, em 1970, até o presente,
Regina Vater, a artista plástica nascida no Brasil e residente no Texas,
tem desenvolvido consistentemente um grande número de instalações que
formam um corpo de obras importante, forte e surpreendente. Regina
começou sua carreira artística nos anos sessenta, ainda muito jovem, e
já era uma artista bem estabelecida no Brasil e no exterior, antes de se
mudar para os Estados Unidos. Sua arte tem vida própria e,
definitivamente, não tem a preocupação de reproduzir o passado, aplicar
qualquer tipo de 'receita' ou 'fórmula' estética às questões artísticas
e humanas atuais, nem tentar desvendar o 'mistério' dessas questões por
meio de qualquer 'efeito especial' de aplicação futura. Muito pelo
contrário, a arte de Regina Vater é uma celebração sincera dos mistérios
do Espaço, do Tempo, da Vida, da Luz, da Arte, da Poesia, e dos
respectivos Mitos e Cosmologias . E é justamente aí que se encontra seu
método singular de encarar a Arte, como uma experiência integral da
consciência.

As obras mostradas neste show, "Shellife", constituem os exemplos mais
recentes desta fascinante celebração vitalícia. Confirmando sua
reverência pela vida e pela natureza, reverenciando as reflexões
fecundas do espírito humano e criando obras conducentes à apreciação da
beleza da criação, a artista leva a cabo uma função sagrada
(definindo-se 'sagrado'' como 'participante da criação divina'),
conforme a hermenêutica da Arte.

Essas obras, que poderiam ser descritas como obras de "conscientização",
ou "metáforas da consciência", foram criadas como um meio para
materializar o que está por trás e além de sua presença física e
estética, ou manifestação material. Seu objetivo final é oferecer ao
espectador uma motivação profunda que estimule ou eleve os seus próprios
estados de consciência, latitude estética e sensibilidade.
Compartilhando de modo contundente e conciso com o espectador não
somente um ' objeto acabado ou um produto artístico", mas o processo de
seu próprio questionamento filosófico, reflexões existenciais, além de
suas perspectivas sobre a vida, a arte, a cultura, a poesia e a
espiritualidade, o interesse último da artista é criar obras que melhor
expressem sua alma, satisfazendo com maestria a definição de uma obra de
arte, conforme formulada por Maurice Barrès, em sua obra "Mes cahiers"
(Meus cadernos): "Uma obra de arte é o meio/'mídia' de uma alma". ("Une
oeuvre d'art c'est le moyen d'une âme.")

A instalação "Shellife" é a obra principal da mostra e empresta seu
título a toda a exposição. Assim como os demais trabalhos, ela
impressiona o espectador pela sua força, concisão, significado e beleza.
As imagens e as instalações criadas pela artista revelam uma
surpreendente economia em termos dos elementos visuais utilizados ?
cascas de ovo reais ou representadas, uma concha-fóssil, a imagem de uma
orelha (ou melhor, de uma concha acústica'), pedras, pétalas, diferentes
tecidos, e versos- elementos comuns de nosso quotidiano; apesar disso,
as obras criadas com esses elementos praticamente banais têm uma
presença extraordinariamente forte, a qual, por sua vez, dota e capacita
a alma do espectador, ampliando-lhe os conhecimentos sobre as coisas da
criação. Elas apontam com inteligência para o fato de que o sagrado
reside precisamente no comum e ordinário de nossas vidas quotidianas, na
coisas simples, na Natureza.

Em "Shellife", a artista invoca o mistério do ovo primordial ? gênese do
universo, símbolo da vida e da renovação da natureza ? causando
encantamento e estupefação, e provocando uma miríade de sensações,
reflexões e meditações. A artista transforma a realidade tangível da
obra ? um tecido amarelo como pano de fundo, evocando a unidade da gema
de ovo, uma tela transparente composta de uma infinidade de cascas de
ovo, assemelhando-se à abóbada celeste, e uma tigela de cerâmica
contendo a compacta pasta da vida ? fazendo-nos ver o invisível, criando
um espaço mágico e atemporal que nos conduz a uma meditação sobre o
intangível, a espiritualidade e os mistérios da vida. Somos
transportados do material ao imaterial, do visível ao invisível, da
Fragmentação Total à Unidade Total, onde cada fração de casca de ovo ou
cada verso disposto entre os objetos contribui para espelhar e iluminar
o "unus mundus", a unidade do mundo, o Uni-verso. Como cápsula do Tempo
e Espaço, é dentro do espaço da casca do ovo que o tempo opera, gerando
a vida, como síntese da dualidade, como conciliação da dicotomia. De
maneira similar, o uso da força artística para metamorfosear os objetos
num ritual de alta arte ou alta magia é um meio para a artista de
transferir-nos suas próprias experiências, compartilhar os talentos que
recebeu, assim como refinar e renovar suas próprias investigações e
estados de consciência.

Regina Vater condensa o mito do ovo primordial, presente em tantas
cosmologias, na 'pasta' da vida situada dentro da tigela, prestando
homenagem a todas as cosmologias, e mais especificamente, a Oxum, a
deusa yorubá que imigrou para as Américas com a diáspora africana. De
fato, durante a celebração dos rituais afro-americanos, os ovos são
ofertados a Oxum e a pasta de gema é considerada o repositório do Axé,
ou energia vital. Em instalações precedentes, Regina também fez uso de
alimentos de modo notável e impressionante, como matéria-prima artística
de suas obras. Só para citar algumas entre as mais recentes instalações
onde isso ocorreu, a artista utilizou arroz, milho e feijão preto em
"Vervê", uma instalação de 1997 com a forma de uma mandala espiral;
nozes em "Deus dá nozes para quem não tem dentes", instalação de 1997;
mel em "O Inominável", instalação de 1998/99; e pipoca em "Amon/Amen",
instalação de 1999. Neste uso frequente e altamente criativo dos
alimentos como material central das instalações, Regina Vater dignificou
tanto a comida, como veículo fundamental da vida e da divindade, quanto
a arte, como oferenda suprema de alimentação espiritual.

É interessante observar como o Tempo e o Espaço sempre foram um tema
central e constante na obra da artista, em termos de suas investigações
pessoais e em seu trabalho, levando-a inicialmente a pesquisar e estudar
os mitos da Amazônia, e em seguida, a outras cosmologias brasileiras e
mundiais. Através de sua obra, a artista nos faz lembrar constantemente
o quanto o mundo contemporâneo necessita dos conhecimentos contidos
nessas cosmologias. Para a artista, as cosmologias são os verdadeiros
repositórios da antiga sabedoria, fonte inestimável que amplia o
horizonte de nossas almas. Os conhecimentos transmitidos por essas
mitologias revelaram à artista a importância de uma visão espiritual
na qual o ser humano é parte integrante da natureza, e não uma entidade
externa destinada a subjugá-la a seu bel prazer. Em consequência de suas
investigações sobre o tempo e o espaço, e de suas pesquisas sobre as
mitologias e cosmologias antigas, Regina Vater compreendeu a importância
de incorporar a ecologia como uma de suas principais preocupações e
temas artísticos. Efetivamente, ela tem a seu crédito o fato de ser uma
das primeiras artistas a lidar com o tema da ecologia, tendo participado
do primeiro e mais importante evento internacional que tratou do
assunto: a Bienal Internacional de Veneza de 1976.

Se o motivo do ovo é também central a outras obras da exposição: "Cosmic
Egg 1" (1980), "Cosmic Egg 2" (1980), e "Tempo ou Time Folds" (1987),
e se essas obras também ressaltam a preocupação da artista com o Tempo e
a Renovação, elas privilegiam, contudo, implicações ligeiramente
diferentes. Cosmic Egg 1 e 2 são gravuras que representam,
respectivamente, um ovo inteiro e um ovo quebrado. A palavra TIME
(TEMPO) está escrita na casca do ovo, revelando que, para a artista, o
ovo é uma imagem do limiar do tempo, destacando também a necessidade, em
nossas sociedades contemporâneas, de verbalizar o óbvio, já que estamos
rapidamente perdendo a capacidade de compreensão dos significados
míticos dos seres e coisas, e que hoje em dia o TEMPO parece ter se
tornado uma construção artificial. Time Folds, por outro lado, introduz
um outro elemento enigmático: a coexistência de diferentes
'cronografias', ou tempos múltiplos. Em outras palavras, como espaços
diferentes (a casca de um ovo e uma concha-fóssil) se tornam metáforas
para diferentes conceitos de tempo, e de como o tempo deixa suas marcas
em diferentes espaços?os quais se tornam, por sua vez, diferentes
metáforas do tempo.

Em "Milarepa", gravura inspirada nos rolos de escritura orientais,
Regina utiliza a imagem de uma orelha (ou melhor, uma 'concha
acústica'') como elemento central, circundada de fragmentos selecionados
de diversas poesias. Milarepa, um poeta/santo tibetano, era representado
com a mão apontando para a orelha, como sinal de que foi através da
percepção dos murmúrios da Natureza que ele se tornou um iluminado. Na
obra, a artista confirma sua crença no sagrado da Natureza, além de
enfatizar a importância de uma Percepção e Consciência agudas para
melhor perceber as manifestações "interiores' da Arte.

Na instalação "Sentence ou Lampião", um círculo de nove pedras calcárias
iluminado por um lampião central compõe a base do trabalho de poesia
visual. Em cima de cada pedra, um suporte de plexiglas contém uma
palavra, formando no conjunto um verso do poeta persa Hafiz, do século
XI:


"WHAT WE SPEAK BECOMES THE HOUSE WE LIVE IN"
("O QUE FALAMOS TORNA-SE O LAR EM QUE VIVEMOS")

Além de revelar a importância da Poesia na obra da artista, essa
instalação, da mesma forma que várias de suas criações, nos faz lembrar
da importância simbólica das pedras em cada religião e cosmologia. Em
outras instalações, a artista já utilizou pedras como o elemento visual
principal da obra. Por exemplo, na instalação "ITA-OTA", de 1993-95
('ita' significa "pedra" em tupi-guarani e 'ota' também significa
"pedra", só que em yorubá). Naquela instalação, a artista falava
diretamente sobre o sagrado das pedras em todas as cosmologias, e
escreveu:

"I PLACE IN YOUR HAND
A STONE
A SANDY GRAIN

AND MY OWN HANDS
ALL COMING FROM THE STARS"

("PONHO EM SUAS MÃOS
UMA PEDRA
UM GRÃO DE AREIA

E MINHAS PRÓPRIAS MÃOS
TODAS VINDAS DAS ESTRELAS")


Logo, cada pedra, assim como cada palavra emitida por uma criatura
deveria gerar apreciação, reverência, renovação, e amor pelo inteiro
planeta, porque somos literalmente o lar em que vivemos.


A artista ? na instalação titulada "Tope", significando 'relicário' em
tibetano ? expressa e confessa a esperança por um estado elevado de
consciência. Inspirada pela estética das religiões orientais, uma
cascata de pétalas secas de rosas vermelhas cai numa tigela dourada, a
qual está repleta de pétalas de rosas frescas da mesma cor, sugerindo um
estado de graça, milagre e renovação. Essa obra é como uma intensa e
abstrata Anunciação, uma instigação para tentarmos igualar a atitude de
maravilhamento do filósofo (amante da filosofia), permitindo que a(s)
flor(es) possam desabrochar no interior de nós mesmos, em nossas
existências de espelhos e recipientes de todo o universo.

Segundo as próprias palavras da artista: "Meu trabalho tem a ver com
idéias, com poesia e com uma maneira xamanística de abordar a arte. Para
mim, qualquer tipo de arte, mesmo que de forma inconsciente, é um
processo de contato com as forças criativas e regenerativas do
universo."


Na qualidade de um entre os muitos admiradores de seu trabalho, posso
concluir somente constatando que, dentro do contexto atual de tanta arte
e atitudes terminais, Regina Vater conta com toda a minha gratidão por
compartilhar suas idéias provocadoras e os talentos que recebeu,
contribuindo para criar uma Arte que nos arrebata pelo seu poder de
inclusão orgânica à teia da vida."
Mario S. Mieli
Ph.D. (a.b.d.) ? Studies in the Arts and Humanities, New York University

Independent Curator and Art Consultant
Writer, Translator, and Senior Editor of the website www.imediata.com
New York, Primavera de 2003



posted by Roberto at 10:43 PM


Respostas:
wsexta-feira, março 14, 2003


Olá pessoas,
Resolvi colocar aqui a mensagem que a Flávia Mafra deixou no livro de visitas p/ que o pessoal leia:

Participei de um Fórum organizado por três entidades do mundinho de artes de BHZ algumas semanas atrás. Foi o primeiro de uma tentativa de vários onde tentaremos discutir a política cultural da cidade, a princípio, do Estado e do País, posteriormente. Estavam presentes representates do teatro(em sua maioria), música, dança, circo e patrimonio. Com aproximadamente 50 pessoas, escolhemos uma equipe para redigir um manifesto pró-cultura que será endereçado à população em geral e, principalmente à secretária de cultura de BH, Celina Albano, questionando o sucateamento da Cultura na nossa cidade. Segundo ela, anda tudo muito bem, funcionando como sempre e nós é quem somos desinformados.
Ficaram faltando representantes da Literatura e das ARTES PLÁSTICAS no encontro. Precisamos da opinião de todos, cada dificuldade, cada necessidade.
Gostaria que espalhassem esse recado e se possível, comparecessem ao nosso próximo encontro que será no dia 17 de março, às 18:00h na Câmara Municipal de BH, na tribuna dos vereadores.
Flávia Mafra

Acho que já passou da hora de agente interferir com inteligência e representatividade na política cultural da nossa cidade!


posted by Roberto at 5:13 PM


Respostas:
wsábado, março 08, 2003


Olá amigos,
Na próxima segunda e terça-feira o Nelson Brissac - idealizador do Arte/Cidade - vai estar em BH. Na segunda vai estar lançado seu novo livro sobre o projeto, o "Arte/Cidade: intervenção urbana" que reúne os textos produzidos para as quatro edições do projeto, incluindo textos inéditos. O lançamento será na Livraria Scriptum/Savassi, às 19h30, Rua Fernandes Tourino, 99.
Na terça-feira acontecerá uma palestra com o Nelson Brissac no teatro do Isabela Hendrix, às 19h, com entrada franca (Rua da Bahia esquina com Bias Fortes).
O projeto Arte/Cidade acontece de tempos em tempos em São Paulo propondo intervenções de artistas em grandes espaços daquelas cidade. Normalmente são lugares abandonados, com grande carga histórica e os trabalhos instalados são consebidos especialmente para os locais. Apareçam que deve ser bem legal.
grande abraço para todos,
marcelo terça-nada!

posted by Marcelo at 6:48 PM


Respostas:
wterça-feira, fevereiro 25, 2003


Olá pessoal. Leiam esse pequeno parágrafo retirado do livro Esculpir o Tempo do cineasta russo Tarkoviski. Ele coloca um dedo crítico em alguns pontos centrais das poéticas de alguns artistas contemporâneos badalados pela mídia atual:


A arte nasce e se afirma onde quer que exista uma ânsia eterna e insaciável pelo espiritual, pelo ideal: ânsia que leva as pessoas à arte. A arte contemporânea tomou um caminho errado ao renunciar à busca do significado da existência em favor de uma afirmação do valor autônomo do indivíduo. O que pretende ser arte começa a parecer uma ocupação excêntrica de pessoas suspeitas que afirmam o valor intrínseco de qualquer ato personalizado. Na criação artística, porém, a personalidade não impõe seus valores, pois está a serviço de uma outra idéia geral e de caráter superior. O artista é sempre um servidor, e está eternamente tentando pagar pelo dom que, como por milagre, lhe foi concedido. O homem moderno, porém, não quer fazer nenhum sacrifício, muito embora a verdadeira afirmação do eu só possa se expressar no sacrifício. Aos poucos vamos nos esquecendo disso, e, inevitavelmente, perdemos ao mesmo tempo todo o sentido da nossa vocação humana...


posted by Rodrigo at 7:57 PM


Respostas:
wquarta-feira, fevereiro 19, 2003


Retomo minha conversa a respeito do Salão de Arte e Bolsa Pampulha e procuro avançar.

Boa parte (se não todos) dos participantes da Bolsa Pampulha que vieram de fora de Belo Horizonte já estão na cidade. Da minha parte desejo a todos boas-vindas! Espero que recebam bem as criticas (todas elas) e participem e contribuam para a discussão e a variedade de opiniões e manifestações artísticas.

O Museu fará uma apresentação do grupo selecionado por meio de um slide-show na próxima Quinta-feira, dia 20 de Fevereiro, às 20:00h. Será um bom momento de avaliar o conjunto dos selecionados. Vou tentar inaugurar uma discussão a respeito do que seja esse conjunto, e o que ele representa da e na Arte Contemporânea.
Os trabalhos selecionados inscrevem-se no campo da fotografia, da ação (atitude), da instalação e do site specific; até onde conheço e tenho ouvido comentários. As ações são registradas e apresentadas por meios midiáticos diversos como fotos e vídeos, caso dos trabalhos de Marilá Dardot, Cinthia Marcelle, Sara, Laís Myrrha e de Cristina Ribas (artista do Rio Grande do Sul). Pedro Motta e Matheus Rocha (que foi assistente do fotografo Miguel Rio Branco) trabalham com fotografia. Desconheço o trabalho do último e o primeiro firma seu caminho na linguagem fotográfica. Os trabalhos de Jared Domicio e de Laura Belém lidam com as questões do espaço. No caso do primeiro, mais especificamente com questões relativas ao sítio e ao site especific. No caso do trabalho da Laura, este transita em um universo mais ligado a instalação, que tem se apoiado, também, em recursos fotográficos.
O caso de alguns trabalhos da Laura me faz pensar na Land Art que usou meios midiáticos diversos para registrar suas obras (que não se confundem com ações). Esses registros acabaram assumindo um valor que não lhes pertence e que a meu ver reside na obra, algo que os artistas da Land Art tinham muito claramente. Penso que, excetuando alguns poucos conceitualistas, o registro é algo que não deve confundir-se com a obra. Acredito, por exemplo, que o trabalho do Gabriel Orosco é antes de tudo fotográfico e não um trabalho de registro de ações (discursão para mais tarde).
Dos outros três artistas e trabalhos eu tenho poucas informações e prefiro aguardar a abertura para emitir opinião. Como Quinta-feira não posso ir ao MAP espero que quem for possa enriquecer o quadro com novas informações.

Talvez valha a pena avaliar individualmente a obra de cada participante no futuro, para esse início é preciso abrir mão das individualidades e tentar procurar as proximidades no conjunto dos trabalhos para entender ao que foi dado valor pelo júri. O júri foi composto por nomes de fora de Belo Horizonte conhecidos nacional e internacionalmente: Ivo Mesquita, Lisete Lagnado e Adriano Pedrosa (Atual curador do museu); e por dois outros de Belo Horizonte: Rodrigo Moura (assistente de Adriano no MAP) e pela professora e artista Piti.
Pode-se começar deduzindo que tudo o que foi apresentado em outros meios não deve tê-los impressionado muito; de um lado porque talvez os trabalhos não fossem bons, de outro porque talvez os meios não lhes interessassem. Em todo caso nota-se até onde sabemos uma ausência de campos, tradicionais ou não, como o do Desenho, da Pintura, da Escultura, do Vídeo, do Áudio, da Performance, da Gravura, das Ambientações, entre outros. O que é significativo para um projeto que se propõem a ser um fomentador das artes plásticas. Conclusão, ficou muita coisa de fora.

Isso me faz pensar que houve uma busca previa de valores por campos da arte ou determinadas poéticas para sermos mais contemporâneos. Poéticas as quais o júri parece querer que reconheçamos como mais contemporâneas; ou seja, aquelas que no momento conseguem falar e alçar os maiores ganhos espirituais, éticos e morais nas artes. No momento em que a arte brasileira começa a apresentar um perfil próprio devido ao trabalho de historiadores e de editoras que têm lançado um grande numero de livros de arte e de arte brasileira, a busca de algo além-mar continua ainda ocupando o lugar das verdadeiras discussões. O que é arte contemporânea? Qual a especificidade da arte brasileira? Aonde ela reside?

Fala-se em arte contemporânea, mas faz se necessário uma maior clareza da especificidade da arte contemporânea brasileira e do discurso a cerca dela. Interessa pouco se a arte jovem brasileira faz sucesso fora do brasil hoje, porque sucesso tem muito de modismo e de oportunismo e isso não cria memória, isso simplesmente é esquecido. Penso que esse é um ponto importante. É claro que o trabalho precisa e deve alçar vôos mais universais, mas penso que precisamos, na verdade só podemos, ser universais a partir da origem. É desse modo que algo tão original (no sentido de origem) como a escrita de Guimarães Rosa tem ao mesmo tempo o mais alto grau de universalidade. Dessa forma tenho me perguntado e pergunto a todos aonde por exemplo se coloca a questão da cultura brasileira no caso da Bolsa (no edital não me lembro)? Será que é uma questão grande de mais? Ou será que é pequena demais? Afinal, deve haver tempo para se pensar no Palais de Tóquio em Paris e ... bem, talvez seja melhor para nos todos gastarmos nossa inteligência pensando na próxima imagem com a qual vamos seduzi-los.

Para mim coisas que não resistem não interessam a arte, que deve sempre resistir deixar um traço um rastro, mesmo quando efêmera. Duchamp é prova disso, assim como John Cage. O século XX mostrou que a matéria pode ser efêmera mas a arte e a obra de arte não (mesmo as obras efêmeras resistem de algum modo - registro por exemplo). Houve, e ainda há, um grande equivoco cometido por muitos que acreditaram e planfetaram o fim dos meios tradicionais, e a liberdade dos novos meios onde tudo e nada caminhavam lado a lado em uma fina linha de nylon sobre o abismo. O tempo e com ele a memória têm mostrado que erraram duplamente. As artes tradicionais resistiram e resistem e os novos meios foram cristalizados a tal ponto que qualquer efemeridade produzida naquela época, e nesse exato momento, ao ser apresentada como arte, mostra-se tão dura e alheia ao tempo, como um diamante desenhado no renascimento.
Assim ao novo resta a liberdade de estar aonde o artista o encontrar. Engana-se quem pensa o contrario e enganam-se o curadores, críticos e júris ao elegerem determinados meios em detrimento de outros, como se esses representassem melhor determinada época. Nenhum meio traz frescor por si só, quem traz frescor é exclusivamente o artista. A arte é velha a partir do momento em que ela é, a partir da sua existência. A idéia do frescor ligado a um meio, induz bons artistas a buscarem esses meios para se expressarem na falsa crença de que ai está o espírito de sua época. Para ser artista, e para se criar uma obra de arte, só é necessário aquilo que o artista quiser que seja. Essa foi talvez a maior conquista legada pelos dadaistas e todo o movimento multimídia (que não se restringe apenas as mídias eletrônicas mas engloba a musica, dança, artes plásticas e muitas outras mediações) nas décadas de 60 e 70
Infelizmente essa parece não ser a crença do Museu de Arte da Pampulha que para chegar ao grupo do salão e suas poéticas faz como um salão de fins do século XIX, determina valores do que é contemporâneo. Ao artista resta se enquadrar nas regras e muitas vezes deixar de fazer arte e ser artista. Para os artistas, e existem esses, que querem seguir as regras, alem do que se evidencia a partir do grupo, vão ai os parâmetros utilizados que não dizem muito e deixam margem para quem detém o poder de decidir (que não é o artista) fazer como... bem que se quis e fez:


posted by Rodrigo at 6:46 PM


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wterça-feira, fevereiro 18, 2003


Olá pessoal, estou finalmente chegando e vamos então esquentar as discussões, já acaloradas de tantas datas, sobre a arte e os artistas que nos interessam (ou não!). Vamos movimentar.
um abraço!

Antônio

posted by Antonio at 5:47 PM


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wsábado, fevereiro 15, 2003


Repasso a todos mais uma contribuição do Savio para o Blog:

Museu de Arte Contemporânea em Minas Gerais



Não é a primeira vez que lemos nos jornais algumas declarações a respeito de promessas sobre a criação de um Museu de Arte em Minas Gerais, coisa que o governo estadual nos deve há muito tempo, pelo menos desde a posse do antigo Secretário de Cultura do Estado, Sr. Ângelo Oswaldo, que inclusive acenou com a possibilidade de que a sede do Detran na Av. João Pinheiro fosse adaptada para tal fim.

Bem, não aconteceu no governo do Sr. Itamar Franco. Será que acontece agora no governo do Sr. Aécio Neves? Se ficarmos parados, certamente não! A promessa, como de praxe, também já foi feita pelo atual Secretário de Cultura do Estado de Minas Gerais, Sr. Luiz Roberto Nascimento Silva, tão logo tomou posse e foi divulgada pelos jornais da capital. Infelizmente o Secretário já começa incorrendo num erro: não se trata de mais um Museu de Arte Moderna, pois para isso já contamos (??!!) com o Museu de Arte da Pampulha, outra instituição com sede em Belo Horizonte e que, através da Secretária Municipal de Cultura, Sra. Celina Albano, anunciou a construção de um anexo que até hoje não passou de promessa, uma coisa assim, digamos, para fazer mídia em torno de sua administração, tendo para isso até mesmo visitado o arquiteto Oscar Niemeyer no Rio de Janeiro.

Bem, a visita foi feita, a promessa também, muita mídia foi gerada, mas e o anexo, hein? Até hoje nada e, garanto, não sai nesta administração. Podem apostar. Desculpa não vai ser difícil arrumar para mais este descaso com as artes por aqui... Falta uma política voltada para as artes e falta mobilização dos artistas. Tem mais uma coisa sobre o episódio “anexo do MAP” que todos precisam saber: a Usiminas ofereceu-se naquela ocasião para bancar a construção (como fez no Museu Histórico Abílio Barreto e atualmente faz com a nova sede do Grupo Corpo), desde que fosse feito um concurso para escolher o melhor projeto. Pois a Sra. Secretária de Cultura não arredou pé da sua brilhante idéia de entregar ao Niemeyer o projeto de construção. Resultado: pela falta de entendimentos a Usiminas retirou seu apoio (vejam bem, eles iriam construir o anexo) ! E cadê a mídia de Belo Horizonte que não divulgou nada disso?

Será que também a nível estadual, mais uma vez, vai ficar só na promessa? O que os artistas plásticos da cidade e do Estado podem fazer para que a proposta não fique só no papel? Eu proponho uma mobilização através de um abaixo-assinado e convoco a todos para indicarem aqui os termos que devem constar do documento (divulguem esta idéia e sugiram que outras pessoas participem).

Por exemplo, sugiro que lembremos daquela vultuosa quantia de dinheiro que seria destinada para a construção de uma trincheira e estacionamento, além de algumas salas de cinema e um centro cultural debaixo da Praça da Liberdade. A obra, absurda, proposta no ano passado e cujo orçamento daria para urbanizar todas as favelas de Belo Horizonte, não se concretizou, graças à pressão da opinião pública. E para onde foi aquela parte do dinheiro que já havia sido disponibilizada através de um consórcio entre a prefeitura de Belo Horizonte e o governo do Estado? Podemos sugerir que ele seja utilizado na construção do MAC (e que seja através de concurso público e que não fique também só no papel, como foi o caso daquele concurso nos anos 80 que chegou a premiar um projeto para a construção de um Museu de Arte na Praça da Estação: para os que não sabem, esse concurso foi realizado, três projetos foram selecionados e o vencedor, uma caixa de vidro – imaginem – ficou só no papel).

Outra idéia que poderia constar na argumentação do abaixo-assinado: a atual situação das Artes Plásticas em Minas Gerais. De nada adianta ficar se referindo ao enorme acervo que possuímos (falo do Barroco, que os políticos sempre lembram também nessas ocasiões de posse) se não se cuida da produção atual, que é farta, rica, diversificada e precisa deste espaço para se ver refletida e se fortalecer. Podemos citar o que acontece em alguns outros Estados (salvo engano): o Rio de Janeiro tem na área de Artes Plásticas, administrados pelo poder público, o MNBA, o MAM e o MAC-Niterói. São Paulo tem o MASP, o MAM e o MAC. Pernambuco tem o MAMAM e o Dragão do Mar (não sei se são a mesma instituição), Bahia tem o MAM (Solar do Unhão) e Rio Grande do Sul tem o MARGS. Outros Estados certamente poderão ser lembrados aqui, desde que tenham instituições atuantes na área.

Atualmente estão em projeto, sendo construídos ou foram recentemente inauguradas as seguintes instituições: Museu Iberê Camargo (RS), Museu Guggenheim (RJ – vamos deixar as críticas para momentos mais pertinentes), Museu Rodin (BA), MAC (PR), Instituto Tomie Ohtake e CCBB (SP). Devem existir outros, que poderão ser lembrados ao longo das discussões. Por aqui tivemos fechado no final do ano passado o Instituto Itaú Cultural, instituição que surgiu em Belo Horizonte (e não em São Paulo, como acredita a maioria). Cadê a força política de Minas? Onde está o interesse dos políticos em ajudar a defender nossos interesses nessa hora? Será que vão continuar se lembrando dos artistas plásticos apenas no período pré-eleitoral, quando precisam de doações para suas campanhas ou quando precisam decorar seus gabinetes?

Sugiro também que ouçam os principais interessados: nós artistas plásticos. Que investiguem, pesquisem e ouçam nossas opiniões. Que submetam os projetos do concurso a uma comissão composta também por artistas plásticos, pessoas de diferentes faixas etárias, de diferentes gerações.

É óbvio que os termos não precisariam ser necessariamente estes, sobretudo o tom não seria este aqui.

Críticas e sugestões são esperadas.



Abraço a todos,



Sávio Reale


posted by Rodrigo at 12:34 PM


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wquarta-feira, fevereiro 12, 2003


Interessante essa história do disque denúncia. Ouví dizer mesmo que outras pessos estavam fazendo essas ligações.
Acontece que como não tinha nada no regulamento que contrariasse essa decisão a não ser o bom senso dos júris, fica em dúvida esse tipo de estratégia. Realmente nenhuma lei foi quebrada, e imagino que a maioria dos orgãos oficiais achariam um crime pagar esse tanto de dinheiro para qualquer artista "fazer o seu trabalho".
O que me surpreende é a falta de noção do Júri, igual também a falta de senso de alguns artistas de se colocar no mesmo barco de jovens em início de carreira só para concorrer a uma graninha. Eu ando meio fora do meio... tirando esse Blog, e algumas conversas com amigos eu não tenho a mínima idéia do que tem-se dito a respeito do assunto, mas parece ser muito pouco. A única resposta com algum tipo de força para isso seria uma manifestação (carta, ato público, torta na cara...) consistente de uma suposta maioria insatisfeita, enquanto isso não existir, essa história vai se resumir em fofocas para animar os encontros de artistas plásticos belo horizonte a fora...
Alguém sabe quando começam as atividades do "grupo"?


posted by Roberto at 1:06 AM


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wsegunda-feira, fevereiro 10, 2003


Ola pessoal
O Savio deixou este recado no livro de visitas e me pediu para posta-lo. Para quem interessar o recado dele segue abaixo:

Também não concordo com a atitude do jurí da Bolsa Pampulha em escolher artistas que já haviam exposto no ano passado no MAP.
Também não estou questionando o trabalho delas (Marilá e Laura), mas a oportunidade que foi tirada de dois outros artistas. O MAP já havia investido nelas, mostrando seus trabalhos no ano passado e investindo uma soma considerável de dinheiro para que as exposições se realizassem.
Existem muitas maneiras de se questionar o resultado da Bolsa Pampulha. Este blog é uma delas. Uma outra possibilidade é questionando o jurí. Outra é ligando para o Disque Denúncia da Prefeitura de Belo Horizonte (à qual está submetida o MAP): 0800-619619. As denúncias podem ser anônimas ou não e eles prometem apurar.

Sávio




posted by Rodrigo at 12:06 PM


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wquinta-feira, fevereiro 06, 2003


Estou dando uma força na divulgação deste evento, compareçam que vai ser muito legal. Se puderem passem o toque para frente....
O CEIA - Centro de Experimentação e Informação de Arte - e seus parceiros convidam para o lançamento do livro "O Visível e o Invisível na Arte Atual" e para o lançamento da MIP - Manifestação Internacional de Performance*

BELO HORIZONTE, MG
10 de fevereiro de 2003, 20h
Livraria Scriptum
Rua Fernandes Tourino, 99 - Savassi
apresentações de Fernanda Guimá, Lucas Miranda e André Ladeira.

SÃO PAULO, SP
15 de março de 2003, 14h
Galeria Vermelho
Rua Minas Gerais, 350 - Higienópolis
apresentações de Marcelo Cidade, Lia Chaia, Maurício Ianês, Daniel Belleza e os Rasta Puppets, Andrezza valentin, Wilson de Avellar, Marco Paulo Rolla, Marilá Dardot e Cintia Marcelle.

RECIFE, PE
19 de março de 2003, 20h
Nave - Núcleo de Artes Visuais e Experimentos
Rua Aurora, 533 - Boa Vista

PORTO ALEGRE, RS
28 de abril de 2003, 19h
Torreão
Rua Santa Terezinha, 79

Realização:
CEIA - RAIN (Artits'Iniciatives Network)**

Parceria:
Linha Imaginária
Centro Cultural UFMG

Colaboração:
Rijksakademie van Beeldence Kunsten de Amsterdam
Escola de Belas Artes da UFMG


*A Manifestação Internacional de Performance - MIP - será realizada em agosto de 2003 em Belo Horizonte, MG.
Informações: (31) 3284 3455
ou pelo site: www.ceiabr.cjb.net

**O CEIA é coordenado por Marcos Hill e Marco Paulo Rolla e é parceiro da RAIN - Artits'Iniciatives Network

posted by Marcelo at 8:15 AM


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Eu lí uma entrevista muito interessante com o Ferreira Gullar, e acho que todos deveriam ler tb.
Cada vez mais eu concordo com o rapaz.
um trecho:
"Não haveria, por exemplo, sintonia entre os parangolés de Hélio Oiticica e os mantos de Arthur Bispo do Rosário?

Gullar - Não tem nada a ver. Os parangolés surgiram a partir do momento em que Hélio Oiticica passou a freqüentar a escola de samba da Mangueira. É algo muito pobre se você comparar com a roupa de uma porta-bandeira, colorida, barroca, popular. É uma arte que remonta ao século 17. Aí o Hélio botava a roupa em um passista e pedia ara o cara rodar e falava que isto ele estabelecia uma relação da forma com o espaço e a luz. É pura teoria. Qualquer objeto rodando mantém uma relação com o espaço e a luz."
para ler na integra clicque aqui

posted by Roberto at
12:56 AM


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wquarta-feira, fevereiro 05, 2003


"Á sombra do Sucesso"


Escrito especialmente para a Cia. Burlantins, "À Sombra do Sucesso" é um mergulho no universo da comunicação. Aborda o jogo da mentira e da verdade, da realidade e da ficção e conduz o espectador a um pensamento crítico sobre a televisão. É uma comédia musical bastante divertida, com personagens típicos dos cenários televisivos: a escritora de telenovelas Glória May, o diretor da emissora, Roberto Costa, o mordomo Fadinho, o assaltante Vadinho, a jornalista Vanessa Maria, o galã Luiz Augusto e o contra-regra Helvécio. O tratamento cênico foi inspirado nos desfiles de escola de samba e a encenação acontece como se fosse numa passarela, com os espectadores de um lado e outro da "avenida", buscando um paralelo entre as alegorias e desfiles de carnaval e a "carnavalização" da realidade através da televisão.

Data:
De 23/01 até 09/02
Onde:
Casa do Conde
Horários:
quinta a sábado
21h; domingo
20h

Observações:
Preço: R$6 (nos postos da Belotur)

A peça faz parte da 29ª Campanha de popularização de teatro e dança
Ilustrações do programa e material de divulgação PATRÍCIA CAETANO


A peça é maravilhosa, divertidíssima como tudo o que a Burlantins faz.
Vale á pena conferir.








posted by Patr�cia at 6:31 PM


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wterça-feira, fevereiro 04, 2003


Guggenheim no Rio:
Trecho tirado da Folha -online
"Somente quem for contra o Rio de Janeiro ou o Brasil vai ser contra o museu", disse o francês a jornalistas. "Será o primeiro museu dessa importância no Hemisfério Sul e, fatalmente, um ponto de atenção internacional, atraindo turistas e especialistas em arte de todo o mundo para a Cidade Maravilhosa."
Para ele, a implantação do museu irá servir de trampolim para a arte brasileira, que passará a ser mais conhecida internacionalmente, além do intercâmbio cultural com as outras filias do Guggenheim, localizadas em Bilbao, Veneza, Berlim e Las Vegas, sem contar a famosa matriz em Nova York.
"Entre os museus da rede Guggenheim há uma troca de material. Assim como o Rio terá acesso ao material internacional que será exposto na cidade, as obras brasileiras também serão exibidas nas unidades fora do país", disse Nouvel.
"Isso vai fazer com que o museu seja um poderoso amplificador da arte brasileira no exterior."

Interessante essa discussão. Assim de cara eu desconfio muito dessas vantagens para a arte brasileira, o que eu acho melhor nisso tudo é a revitalização da área no Rio... o que realmente vai melhorar a qualidade de vida do pessoal lá.


posted by Roberto at 1:31 AM


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wsegunda-feira, fevereiro 03, 2003


Concordo que houve uma discrepância aí, entre essas duas candidatas, e as outras pessoas (que conheço) no que se refere a experiência e a inserção no circuito das artes. Faltou uma coerência nessa escolha, mas que eu acho, não foi accidental. O que esse desnível revela na verdade, é a semelhança entre os trabalhos dos artistas selecionados (de novo falo apenas dos que conheço). Que Marilá e e Cynthia trabalharam juntas todos sabem (e o fizeram muito bem aliás), a afinidade das duas sempre foi um coisas que adimirei. Sara também já trabalhou com Cynthia. Essa unidade tão grande nesse grupo me lava a crer que não houve uma seleção de bons trabalhos de fato, mas sim uma vista rápida para ver quem se encaixava no formato que o museu quer validar. Acho que o MAP tem uma certa preucupação em se contemporanizar (se é que existe essa palavra!)... que pode ser uma preucupação legítima, mas não somos obrigados a concordar.
Acho que esse é ponto que mais me entristesse, ver que não é a produção artística que está ditando os "rumos" mas sim o inverso.
Vendo agora é uma constatação óbvia, e velha. Mas é sempre desanimador quando nos deparamos com isso de cara.

posted by Roberto at 11:31 AM


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No dia 6 de janeiro último foi divulgado o resultado da Bolsa Pampulha, novo projeto Museu de Arte da Pampulha - MAP, em substituição ao Salão Nacional da Pampulha. O projeto pertinente e instigante propõem o acompanhamento, e posterior exposição, da produção de 12 artistas residentes em BH durante o ano de 2003.

Penso ser esse blog um espaço valioso para refletir e colocar em discussão, num primeiro momento, a seleção dos que, dado o resultado, conhecemos e dos muito que, não selecionados, não conheceremos. (ou talvez ate conheçamos). Analisando a lista dos selecionados, especialmente os selecionados de Belo Horizonte, percebemos caras conhecidas, algumas menos, outras mais, e relembramos trabalhos, alguns mais, outros... outros nem imaginamos!

Das caras conhecidas me pareceu, no mínimo, estranha a seleção de duas artistas que recentemente expuseram no MAP, Marilá Dardot e Laura Belém. Duas artista de grande talento e destaque na jovem cena mineira e nacional. Ambas participaram de projetos nacionais importantes como o Rumos do Itau Cultural(ambas), Apartes (Laura), Rio Arte (Marilá), entre outros. Em BH participaram do projeto que o MAP desenvolveu durante o ano de 2002 e que trouxe para Belo Horizonte exposições de importantes artistas nacionais de projeção internacional. Junto a essas exposições principais o mezanino do MAP abrigou exposições de jovens artistas, entre os poucos, Marilá e Laura. Por tudo isso, ficou me parecendo (e devo dizer que não sou voz solitária) que o projeto bolsa Pampulha começou com duas vagas a menos, pelo menos naquilo em que de novo o museu pretendia trazer, pois às artistas mencionas já havia sido dada a vez. Claro que todos sabemos que é outro projeto, que é outro ano e que as artistas tem direito e valor de estarem aonde estão; mas será que o museu foi verdadeiro no seu discurso de estimular a produção emergente (re)selecionando-as?

O resultado com o nome das duas artistas ficou parecendo algo como trocar um projeto incerto e arriscado, por dois certeiros. Certeiros inclusive com a ajuda do MAP que estimulou a produção emergente de ambas no projeto do ano que terminou. Como não validar agora? Não havia restrições legais, e parece não ter havido bom senso por parte dos que poderiam e deveriam ter, dessa forma temos o ... novo nova mente.

O museu perdeu a oportunidade de renovar mais; perdeu a oportunidade de revelar, e mais que isso estimular, a produção de pelo menos dois jovens artistas nacionais e quem sabe mineiros. Digo isso por que vivo e convivo com essa realidade, e sabemos todos o quanto ela é difícil; falta apoio, falta espaço, falta muito, mas tem muito trabalho e muito trabalho bom precisando de estímulo para ser mais que bom.

Mas não podemos esquecer que houveram inserções louváveis de novos artistas mineiros, como as de Pedro Motta, Laís Mirra, Sara e Cíntia Marcele. Alguns deles com uma produção bem jovem, outros com um pouco mais de experiência. A esses e aos de fora vale fazer uma avaliação da produção e talvez nesse momento tentar perceber a intenção e com isso o caráter do júri. Mas o desenvolvimento desse parágrafo fica para o próximo.

Continua ....






posted by Rodrigo at 2:12 AM


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wdomingo, fevereiro 02, 2003


Um desenhozim inspirado numa conversa com amigos ontem, sobre o resultado do salão de arte da Pampulha, em Belo Horizonte.

ps - detalhe para o carimbo!!

posted by Roberto at 3:26 PM


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wsábado, fevereiro 01, 2003


Enquanto eu estive lá na Universidade do Texas, um dos meus professores, o Bogdan Percynsky sempre comentava do Video Data Bank , que fica em Chicago. Trata-se de uma organização que arquiva trabalhos em vídeo, talvez um dos maiores do mundo. Eles tem um site super legal onde vc pode ver vídeos pesquisar o catálogo e pedir fitas de compilações. No todo é um ótimo site para pesquisa e referência.
Têm inclusive uma série imensa de entrevistas com todos os bam-bam-bam's da arte contemporânea, que trabalham em vídeo ou não.


posted by Roberto at 2:28 AM


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wquinta-feira, janeiro 30, 2003


Bem legal o site dela patty. A moça desenha muito bem e eu até mandei uma notinha por e-mail.
Eu tinha até esquecido mas vou mandar um e-mail para Juliana hoje, talvez ela queira participar.

posted by Roberto at 5:37 PM


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Consegui!
Pessoal vou inaugurar o meu primeiro post com uma dica maravilhosa:
Tem uma moça portuguesa, ilustradora, que possui um blog muito fofo, cheio de poesia e desenhos bonitos.
É só clicar aqui para encontrá-la.
Os desenhos dela estão em um link á esquerda junto a uma foto e a palavra "Click"
Bellini, adorei a iniciativa, adorei a lista de convidados, espero que possamos provocar boa reflexões por aqui!!!
Beijo



posted by Patr�cia at 12:13 PM


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Olá Galeras,
Eu tive que apersentar uns trabalhos outro dia para o Jeff da motor,e para isso coloquei todos meus "flyers" na internet. Acho que ficou um grupo bem legal de peças. É só clickar na imagem.


posted by Roberto at 11:10 AM


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wsegunda-feira, janeiro 27, 2003


Para aproveitar o espaço, e contrariar a lei da mordaça entre os artistas plásticos, podemos estar divulgando algumas oportunidades, como esta :
Bolsa Iberê Camargo, destinada a artistas brasileiros residentes no país, sendo priorizados aqueles em processo de formação, com pelo menos quatro anos de produção sistemática em arte, dará ao artista selecionado: hospedagem pelo período de 3 meses na Cité Internationale des Arts em Paris, passagem aérea ida-e-volta, e ajuda de custo no valor de R$6 mil para os 3 meses de permanência.

Inscrições até 5 de maio de 2003
Divulgação do resultado: 30 de maio de 2003
Período de residência em Paris: 1 de julho a 30 de setembro de 2003


posted by Roberto at 10:55 AM


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Bem, parece que o pessoal está tendo alguma dificuldade com o blog. O blog "de fato" está no endereço htt://artebhz.blogspot.com a outra página é apenas uma interface para escrever e postar. Susana, vc ainda não aprendeu meu nome!?!?! BELLINI!


posted by Roberto at 10:50 AM


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wquinta-feira, janeiro 23, 2003


o resto do povo? eu estou aqui .beline gostei muito do texto,pretendo continuar....

posted by susana at 9:30 PM


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wquarta-feira, janeiro 22, 2003


Ola Bellini,
Desculpe. Ontem a noite quando cheguei tentei mandar uma mensagem mas nao deu
Tudo funcionado ok e o resto do povo

posted by Rodrigo at 10:35 AM